terça-feira, 22 de março de 2011

Desisto!



Acho que desisto
da luta desmedida,
de tanta despedida

Juro por Cristo!
sem mais amanhã.
depois de hoje, desisto.

desisto do amor
destes de romance
que se adoece com ardor

desisto da musica
que sempre me traiu
ilusão de platéias mil

desisto da arte
arte artificial, artifício vulgar
que se encontra em toda parte

desisto da lua
prato de prata
escuro, frio, terra crua

desisto da beleza
rendo-me à tristeza
tão viva, minha natureza

desisto da tua
doce, pálida, frágil
feminina estatua nua

desisto de tudo
desisto do mundo
ao qual eu fico mudo

Juro que desisto
A partir de hoje
Vivo, não existo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sob Pressão

Inaugurando as postagens de 2011, segue o poema Sob Pressão, escrito no segundo semestre de 2010, este poema será musicalizado e fará parte do meu novo projeto musical. Espero que gostem e fiquem a vontade para comentar:

Sob Pressão

Sob pressão!
Sob pressão!
a tela luminosa está mostrando isso

o peso do mundo está caindo,
caindo sobre minha alegria
esmagando-a

O modernismo me impele
me faz perceber, o quão erradas as coisas estão
o modernismo me repele
me impede crescer, esmaga meus sonhos
do céu até o chão

O modernismo me ensina
me faz enxergar que tudo está em seu lugar


Com depressão!
Com depressão!
O modernismo me repele


domingo, 19 de dezembro de 2010

Inquietude


Meus olhos ardem
de tanta luz que há nesta noite
em meu quarto, musica e açoite

Minha mente voa
andando em um lugar já visto
em meu quarto, não sei porque insisto

Horas! Não tardem!
Musica aqui silêncio é
não-harmônica, como a nota daquele oboé

Noite! Vai-se a toa!
Estas letras mal-escritas
não vão alcançar, nenhuma das vistas

Meus olhos ardem
implorando aos réquiens
Que meus dias aguardem

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ruínas



Ruínas, vejo-as por toda parte!
ruínas de um mundo insano:
reinos, cultura, música e arte
triste fim do pobre ser humano

hoje os imortais vagam sobre a terra
Avatares sem missão e o homem sem perdão.

domingo, 28 de novembro de 2010

Moonlight (luar)


Cheia de encanto
ela brilha sobre nós
e eu me emociono tanto
que trêmulo minha voz

Lua maravilhosa
meu humilde cortejo
a ti trago esta rosa
contrastando o meu desejo

Tão solenemente
pairando sobre nós
ela brilha inocente

Sempre bela.
as vezes fraca como luz de vela
e as vezes intensa como uma novela

ela levanta seu véu reluzente
Oh! Deus! É tanta beleza
que não há céu que agüente!


*Inspirado no primeiro movimento da sonata de L.V Beethoven

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Nosso Rosto

Eu já posso ver meu amor,
surgindo lentamente, suavemente
ligeiros traços, sem gerar nenhuma dor
quase invisível da atenção da gente

estão nascendo, com histórias
acredite-me, não são de glórias
mas enfim estão surgindo
e ainda assim continuas rindo

Posso até dar nomes à elas
com datas e filiação
acho até que tenho fotos

todas as pequenas descrenças
e as grandes desavenças
e o quebrar dos votos

todas as flores do asfalto
estão agora neste retrato

de que nada tem de moço
somente rugas em um rosto

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Novo


Não é mais o mesmo
que passou por você - projeto
Vindo sempre a esmo, [sem]
horizonte de concreto

nem rosto nem padrão
sem boca gritando - alma ferida
com palavra, com razão
com cores vivas, com cor na vida

é ele de novo, menos nervoso
olhe bem, é ele sem receio
bem mais belo do que feio
mas ainda é um'ave sem pouso

Agora ilustrado, encantado
com mais de um por-do-sol
um pouco falido, coitado
mas caído em um novo lençol

Com mais pódio, mais torcida
mais coragem na bagagem
mas aquela mancha - esquecida
é a mesma e está em sua imagem