Blog voltado à publicação de poemas, textos, críticas e divulgação de boas idéias.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
II Mutirão Artístico Maringaense
Maringá, cidade bela e moderna, mas não foge de sua sina interiorana, relegada pelas autoridades no que toca a arte e cultura como forma de expressão, talvez até os próprios cidadãos não deem importância para uma arte verdadeira e descompromissada com o entretenimento da massa.
Alheios a isso, um grupo de artistas de várias áreas resolveram se juntar e formar um mutirão para expor o trabalho que é produzido aqui, bem debaixo de nossas árvores, gestado talvez dentro de um carro em nosso transito caótico. Um evento totalmente independente sem interesses financeiros.
Não podemos dizer que temos uma Virada Cultural, festivais internacionais, sequer bons museus. Porém, podemos aproveitar as raras e gratas (e gratuitas) oportunidades de consumir um pouco de arte e quem sabe ser consumido por ela...
Clique aqui para ver a programação completa do evento.
Nos vemos por lá!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Se eu pudesse, eu seria um poeta
Eu seria um poeta
se eu pudesse compreender
a mente dos Rosas, Cruzes e dos Campos
se eu conhecesse a Pessoa
Qu’escreveu a Mensagem por trás da mensagem
Eu seria um poeta
se eu pudesse possuir a Clarice de um dia de sol
se eu pudesse engolir os Azevedos de uma noite onírica,
conhecer o Bandeira de cada país
Eu também seria um poeta (não importa de qual tamanho)
Se eu encontrasse a Bela Flor Espancada
Lhe diria que a amo e seria um poeta.
se eu pudesse escrever a decomposição dos Anjos,
se eu pudesse apartar Caminhas e Camões
talvez, e só talvez eu seria um poeta.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Escreva escravo!
Minha mente é tão doente
de doces males padecen-
Teos ouros, meus tão aúreos
decende deus do verbo
ascende no complacente
amanhã de minha mente
de mentira, indecente
Minha mente é tão doente
culpa decente do peso
do dom do ver Betel
sinto subindo súbita
pois aquele que crê sente
com a luz matinal nascente
sou escravo escrevente
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Projeto Tereza
O poema abaixo postado: Maringá! Maringá! foi postado primeiramente no site http://projetotereza.com/
Recomendo a todos que visitem o site regularmente, pois tem sido um ótimo veículo de informação e fomentação cultural e artística, com diversas publicações interessantes, nas mais variadas áreas. Sem dúvida, configura-se uma ótima iniciativa na cidade canção, tão carente de gente que valorize a verdadeira arte.
Maringá! Maringá!
I Não há de ser em vão o esforço febril deste artesão do metro vir canção p'ra poder cantar sua inspiração Planejo, como tu fostes um dia sem pretensão, de pompas fugidia nascida em discreta alegria planejo cantar sua harmonia Entre raças, planície da paz É Maringá! E como tu não Há! Mestra precoce do país serás. Discreta parnasiana concreta sob a sombra segura de suas árvores cresço feliz, criado em seus parques II Ainda que longe do céu e dos céus obstinada vence Maringá! vemos por ela o porvir sem véus brilha a estrela que norteia o Paraná! E toda a gente, que segue esse brilho segue contente, e grita o estribilho: É Maringá! E como tu não há! É Maringá! E como tu não há! Ah! E a gente que é este povo É tão formosa e de bela forma, filha do Sol e do centro mundo, novo rosto nascido que agrada à gosto gente maringaense, Cidade Maringá permita-me cantar: que como tu não há!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Epílogo
Eu sei, sei que você já não quer mais, sei que você não ama mais, nem tão pouco nutre qualquer sentimento que seja bom por e para mim. Sei também que preferias não ler isto, preferias não saber, preferias não... Quantas negações em tão curto tempo, neste espaço branco. O branco em que autores escrevem suas obras e nós escrevemos nossa história. O branco que por vezes representou a paz, ou o branco que nos traz o esquecimento. O esquecimento que por vezes é tão maligno, mas que ainda assim tem sua recomendação médica. Um médico que cura a dor, daquilo que é a maior ocorrência da vida humana e o humano que se difere do animal, por sentir esta dor. O sentir não compreende nada. E nada é o que tenho agora. E por acaso já não tenho agora. Pois meu tempo se passou com você.
E o computador segue assim, tentando tirar algum proveito disso, seguindo seu papel de narr-a-dor, aliment-a-dor, registr-a-dor e quiçá! Salv-a-dor!!
A hora é de pranto, de espanto, de esperanto, e de pranto. Eu não tenho agora, mas tenho ainda esta hora, a ser vivida, por mais sofrível (que ainda é nossa). É o pouco que resta de nós dois. Me apegarei a ela, como se fosse aquele pedaço de mim que faz tanta falta (aquele que está contigo). Me apagarei, até que deste eu não haja mais traços. Realizando assim seu último desejo. Pois só assim... Só assim poderás ter a certeza de nunca mais me ver diante de ti.
Não tenho pena de mim mesmo por você ter pena de mim. Não há nada do quê se envergonhar em amar, lutar, lutar, lutar, lutar, lutar, lutar, e não chegar. Uma tragédia não respeita nem mesmo um céu de baunilha. Não há por que esconder o rosto marcado de cicatrizes. Cada marca, uma batalha. Cada batalha uma paixão e a cada paixão um morrer. Pois a paixão é entrega, e a entrega rendição, e a rendição é a morte.
Este é um adeus.
À Deus que está nas alturas se roga, que ampare os caídos em batalha. À Deus eu rogo...
- Me segure em seus braços não me solte nunca mais eu te amo
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