quarta-feira, 25 de maio de 2011

Meio Meu




Um eu de mim que ir
o eu que tem anseio
que se sabe meio
um eu que tem querer

O outro tem medo
se parado perde
o fio, infante
permanece ledo

E o querer luta forte
Para romper sua pele
E buscar aquele seio
Mesmo ele sendo meio

E o quer ir causa morte
Pois o ficar o impede
De buscar aquele seio
Pelo acaso não ser meio

Melhor seria não ser eu duas metades
Quem dera eu fosse dois eus em igualdades

Buscar-te-ia um de mim comum menino
sem ser rasgado, sem afrontas ao divino

O outro ficaria seguro na fantasia
Menino real dum verso alexandrino

sábado, 7 de maio de 2011

Madre-Diosa


Luz que clareia meu caminho,
 Sorte minha ser teu menino!

Fonte inesgotável de amor
Tu és meu Sol, minha fonte de calor
Mulher de virtudes mil
raridade ambulante neste mundo vil

Sem medo entrego a ti meu destino
pois sorte minha ser teu menino

Vivo por ti, pois não há nada nesta vida
que me alegre ou alivie
 Somente a culpa e a lembrança dum'alma sofrida
 E se o fardo me exaspera
 lembro vossa figura comovida
 lembro suas lágrimas, e minha força se revela

Glória a ti, honrada seja vossa luta
que meus dentes mintam minh'alegria fajuta
 Vitória a ti, merecida com seu sacrifício
 e que o meu... concretize seu benefício...

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F E L I Z  D I A  D A S   M Ã E S!


terça-feira, 22 de março de 2011

Desisto!



Acho que desisto
da luta desmedida,
de tanta despedida

Juro por Cristo!
sem mais amanhã.
depois de hoje, desisto.

desisto do amor
destes de romance
que se adoece com ardor

desisto da musica
que sempre me traiu
ilusão de platéias mil

desisto da arte
arte artificial, artifício vulgar
que se encontra em toda parte

desisto da lua
prato de prata
escuro, frio, terra crua

desisto da beleza
rendo-me à tristeza
tão viva, minha natureza

desisto da tua
doce, pálida, frágil
feminina estatua nua

desisto de tudo
desisto do mundo
ao qual eu fico mudo

Juro que desisto
A partir de hoje
Vivo, não existo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sob Pressão

Inaugurando as postagens de 2011, segue o poema Sob Pressão, escrito no segundo semestre de 2010, este poema será musicalizado e fará parte do meu novo projeto musical. Espero que gostem e fiquem a vontade para comentar:

Sob Pressão

Sob pressão!
Sob pressão!
a tela luminosa está mostrando isso

o peso do mundo está caindo,
caindo sobre minha alegria
esmagando-a

O modernismo me impele
me faz perceber, o quão erradas as coisas estão
o modernismo me repele
me impede crescer, esmaga meus sonhos
do céu até o chão

O modernismo me ensina
me faz enxergar que tudo está em seu lugar


Com depressão!
Com depressão!
O modernismo me repele


domingo, 19 de dezembro de 2010

Inquietude


Meus olhos ardem
de tanta luz que há nesta noite
em meu quarto, musica e açoite

Minha mente voa
andando em um lugar já visto
em meu quarto, não sei porque insisto

Horas! Não tardem!
Musica aqui silêncio é
não-harmônica, como a nota daquele oboé

Noite! Vai-se a toa!
Estas letras mal-escritas
não vão alcançar, nenhuma das vistas

Meus olhos ardem
implorando aos réquiens
Que meus dias aguardem

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ruínas



Ruínas, vejo-as por toda parte!
ruínas de um mundo insano:
reinos, cultura, música e arte
triste fim do pobre ser humano

hoje os imortais vagam sobre a terra
Avatares sem missão e o homem sem perdão.

domingo, 28 de novembro de 2010

Moonlight (luar)


Cheia de encanto
ela brilha sobre nós
e eu me emociono tanto
que trêmulo minha voz

Lua maravilhosa
meu humilde cortejo
a ti trago esta rosa
contrastando o meu desejo

Tão solenemente
pairando sobre nós
ela brilha inocente

Sempre bela.
as vezes fraca como luz de vela
e as vezes intensa como uma novela

ela levanta seu véu reluzente
Oh! Deus! É tanta beleza
que não há céu que agüente!


*Inspirado no primeiro movimento da sonata de L.V Beethoven