sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sete Letras




Eu escrevi seu nome no caderno,
bem discreto e tímido
uma pequena tela pr'eu admirar

Eu escrevi seu nome na parede da escola,
de maneira ilícita e vulgar
pra que talvez pudesses tu notar

Eu escrevi seu nome na rua, na avenida
nas páginas da minha vida...
com giz, com sangue
em minha pele tão ferida

Sete letras, nada mais.
Com amor? Tanto faz...
O nome que vistes tantas vezes por aí,
quero que saibas, fora eu que escrevi!


sexta-feira, 29 de junho de 2012





O Cursor piscando na minha cara ordena que eu ordene as palavras, lhe dite as letras, sentencie um mundo. Mas o que escrever quando tudo já foi escrito?  E porque escrever o que ninguém quer ler?
Vazio. A página antes vazia vai se enchendo de caracteres agrupados.  O espaço em branco, antes em branco, começa a se tingir de preto. Gotículas de tinta preta, caindo no jaleco branco.  Estou sujando meu jaleco com estas ideias tão negras. No fim, no final de tudo, a página permanece vazia. Nós permanecemos vazios. Os parques sentem falta das crianças, que já não têm razão de estar. As salas pelo ódio repudiam os alunos, elas se pudessem fugiriam apavoradas, correndo pelos corredores hostis do manicômio juvenil. O que é tudo isso? Quem se responsabiliza por esta bagunça?
Melancólica é a voz da poesia esquecida. Um fantasma orgulhoso de um tempo em que viveu. Inconveniente demais. É preciso se dar conta da morte, aceitar e lamentar o fim. Mas acima de tudo, prantear o presente. Afinal nada mais triste do que ser morto e continuar vivo. Adeus Humanidades.
Vamos ensinar o passado, pois perdemos o presente. Vamos dizer como era, pois somos incapazes de dizer como está e muito menos se algum dia será. Never ever! Eco. Apenas o eco multiplicando-se nas paredes da minha cabeça.
Ser professor é ser bom demais para qualquer outra profissão. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012





As vezes a noite me deixa ver, através da fresta de um belo sorriso, um vislumbre de que o dia será melhor, um sorriso inédito, capaz de me encher de vontade de sorrir de volta.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

II Mutirão Artístico Maringaense



Maringá, cidade bela e moderna, mas não foge de sua sina interiorana, relegada pelas autoridades no que toca a arte e cultura como forma de expressão, talvez até os próprios cidadãos não deem importância para uma arte verdadeira e descompromissada com o entretenimento da massa. 
Alheios a isso, um grupo de artistas de várias áreas resolveram se juntar e formar um mutirão para expor o trabalho que é produzido aqui, bem debaixo de nossas árvores, gestado talvez dentro de um carro em nosso transito caótico. Um evento totalmente independente sem interesses financeiros. 




Não podemos dizer que temos uma Virada Cultural, festivais internacionais, sequer bons museus. Porém, podemos aproveitar as raras e gratas (e gratuitas) oportunidades de consumir um pouco de arte e quem sabe ser consumido por ela...

Clique aqui para ver a programação completa do evento.

Nos vemos por lá!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Se eu pudesse, eu seria um poeta


Eu seria um poeta
se eu pudesse compreender
a mente dos Rosas, Cruzes e dos Campos
se eu conhecesse a Pessoa
Qu’escreveu a Mensagem por trás da mensagem

Eu seria um poeta
se eu pudesse possuir a Clarice de um dia de sol
se eu pudesse engolir os Azevedos de uma noite onírica,
conhecer o Bandeira de cada país
Eu também seria um poeta (não importa de qual tamanho)

Se eu encontrasse a Bela Flor Espancada
Lhe diria que a amo e seria um poeta.
se eu pudesse escrever a decomposição dos Anjos,
se eu pudesse apartar Caminhas e Camões
talvez, e só talvez eu seria um poeta.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Escreva escravo!


Minha mente é tão doente
de doces males padecen-
Teos ouros, meus tão aúreos
decende deus do verbo
ascende no complacente
amanhã de minha mente
de mentira, indecente

Minha mente é tão doente
culpa decente do peso
do dom do ver Betel
sinto subindo súbita
pois aquele que crê sente
com a luz matinal nascente
sou escravo escrevente

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Projeto Tereza

O poema abaixo postado: Maringá! Maringá! foi postado primeiramente no site  http://projetotereza.com/

Recomendo a todos que visitem o site regularmente, pois tem sido um ótimo veículo de informação e fomentação cultural e artística, com diversas publicações interessantes, nas mais variadas áreas. Sem dúvida, configura-se uma ótima iniciativa na cidade canção, tão carente de gente que valorize a verdadeira arte.