Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Verde e Amarelo



Já não tenho mais brilho em meus olhos
Lágrimas demais, opacos a torná-los
e o verde agora é resignação!
— Se já era difícil enxergar...

Quisera eu que infinitivos bastassem
De belo e eterno somente os sonhos
Medonhos, meu poeta, são os dias reais!
— Se é tão difícil sonhar...

Pequenas coisas diriam os bons,
que a mim nunca foram.
Havemos de amarelar o presente
— O presente que se há de embrulhar...

Se todo o nada é infinito
o que dizer de tudo que é restrito
ao ato de viver e beijamar?
— De vida meu todo entregar...

Se a passagem se faz no passo
a passo curto como posso?
Um dia ainda seus lábios...
Amém. Amar é lar.
— Meu ar é você me amar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

In versus



Uma vez me deram um soneto
em um  lençol pintado de preto
por minha vez retribuo o feito

brandas palavras foram efeito
de belos sonhos em meu leito
houve porém um outro sujeito

Ímpio! destino as formas estreita
o doze do inverno ajeita
e o doce do amor enfeita
Valentina seria perfeita

Se houve alguma ilusão
o doze do inferno e sua mão
nos fizeram pelo bem ou não
escrever  nossa separação

Sórdidas Lembranças



Sórdidas lembranças
d'um romance ainda vivo
trazem-me a imagem
do fruto concebido


Sórdidas Lembranças
d'um romance ainda vivo
Hoje o retrato pálido
De mim por ti despido


Tú, fria sombra da sedução
Diz-me por obséquio
ainda bate teu coração?


Pois o pesar desta paixão,
Trágico e inusitado fim...
cerram-me preso à um caixão!