Blog voltado à publicação de poemas, textos, críticas e divulgação de boas idéias.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sórdidas Lembranças
Sórdidas lembranças
d'um romance ainda vivo
trazem-me a imagem
do fruto concebido
Sórdidas Lembranças
d'um romance ainda vivo
Hoje o retrato pálido
De mim por ti despido
Tú, fria sombra da sedução
Diz-me por obséquio
ainda bate teu coração?
Pois o pesar desta paixão,
Trágico e inusitado fim...
cerram-me preso à um caixão!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Meio Meu
Um eu de mim que ir
o eu que tem anseio
que se sabe meio
um eu que tem querer
O outro tem medo
se parado perde
o fio, infante
permanece ledo
E o querer luta forte
Para romper sua pele
E buscar aquele seio
Mesmo ele sendo meio
E o quer ir causa morte
Pois o ficar o impede
De buscar aquele seio
Pelo acaso não ser meio
Melhor seria não ser eu duas metades
Quem dera eu fosse dois eus em igualdades
Buscar-te-ia um de mim comum menino
sem ser rasgado, sem afrontas ao divino
O outro ficaria seguro na fantasia
Menino real dum verso alexandrino
sábado, 7 de maio de 2011
Madre-Diosa
Luz que clareia meu caminho,
Fonte inesgotável de amor
Tu és meu Sol, minha fonte de calor
Mulher de virtudes mil
raridade ambulante neste mundo vil
Sem medo entrego a ti meu destino
pois sorte minha ser teu menino
Vivo por ti, pois não há nada nesta vida
que me alegre ou alivie
Glória a ti, honrada seja vossa luta
que meus dentes mintam minh'alegria fajuta
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F E L I Z D I A D A S M Ã E S!
terça-feira, 22 de março de 2011
Desisto!
Acho que desisto
da luta desmedida,
de tanta despedida
Juro por Cristo!
sem mais amanhã.
depois de hoje, desisto.
desisto do amor
destes de romance
que se adoece com ardor
desisto da musica
que sempre me traiu
ilusão de platéias mil
desisto da arte
arte artificial, artifício vulgar
que se encontra em toda parte
desisto da lua
prato de prata
escuro, frio, terra crua
desisto da beleza
rendo-me à tristeza
tão viva, minha natureza
desisto da tua
doce, pálida, frágil
feminina estatua nua
desisto de tudo
desisto do mundo
ao qual eu fico mudo
Juro que desisto
A partir de hoje
Vivo, não existo.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Sob Pressão
Inaugurando as postagens de 2011, segue o poema Sob Pressão, escrito no segundo semestre de 2010, este poema será musicalizado e fará parte do meu novo projeto musical. Espero que gostem e fiquem a vontade para comentar:
Sob Pressão
Sob pressão!
Sob pressão!
a tela luminosa está mostrando isso
o peso do mundo está caindo,
caindo sobre minha alegria
esmagando-a
O modernismo me impele
me faz perceber, o quão erradas as coisas estão
o modernismo me repele
me impede crescer, esmaga meus sonhos
do céu até o chão
O modernismo me ensina
me faz enxergar que tudo está em seu lugar
Com depressão!
Com depressão!
O modernismo me repele
domingo, 19 de dezembro de 2010
Inquietude
Meus olhos ardem
de tanta luz que há nesta noite
em meu quarto, musica e açoite
Minha mente voa
andando em um lugar já visto
em meu quarto, não sei porque insisto
Horas! Não tardem!
Musica aqui silêncio é
não-harmônica, como a nota daquele oboé
Noite! Vai-se a toa!
Estas letras mal-escritas
não vão alcançar, nenhuma das vistas
Meus olhos ardem
implorando aos réquiens
Que meus dias aguardem
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Ruínas
Ruínas, vejo-as por toda parte!
ruínas de um mundo insano:
reinos, cultura, música e arte
triste fim do pobre ser humano
hoje os imortais vagam sobre a terra
Avatares sem missão e o homem sem perdão.
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