Blog voltado à publicação de poemas, textos, críticas e divulgação de boas idéias.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Tanto pt. 1
Tanto é tantra
Tanto é tema da minha vida
Tanto é santo, tanto é tudo
Tudo é tanto que nem tento
tanto explicar o quanto
tenho em meu coração
o som, o som
tanto, tanto, tanto
terça-feira, 28 de junho de 2011
Em Certo Querer
Eu estou farto da dúvida
agora quero incerteza
mesmo sendo com frieza
que me seja ela lúcida
tanto quanto fúlgida
e o caminho seja reto
e tanto quanto santo
que meu metro seja música
se estou farto da dúvida
sou mais que incerteza
Eu estou pronto pra dívida
e também para a tristeza
Sou Sol em minha viagem
e te levo na bagagem
quarta-feira, 15 de junho de 2011
In versus
Uma vez me deram um soneto
em um lençol pintado de preto
por minha vez retribuo o feito
brandas palavras foram efeito
de belos sonhos em meu leito
houve porém um outro sujeito
Ímpio! destino as formas estreita
o doze do inverno ajeita
e o doce do amor enfeita
Valentina seria perfeita
Se houve alguma ilusão
o doze do inferno e sua mão
nos fizeram pelo bem ou não
escrever nossa separação
Sórdidas Lembranças
Sórdidas lembranças
d'um romance ainda vivo
trazem-me a imagem
do fruto concebido
Sórdidas Lembranças
d'um romance ainda vivo
Hoje o retrato pálido
De mim por ti despido
Tú, fria sombra da sedução
Diz-me por obséquio
ainda bate teu coração?
Pois o pesar desta paixão,
Trágico e inusitado fim...
cerram-me preso à um caixão!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Meio Meu
Um eu de mim que ir
o eu que tem anseio
que se sabe meio
um eu que tem querer
O outro tem medo
se parado perde
o fio, infante
permanece ledo
E o querer luta forte
Para romper sua pele
E buscar aquele seio
Mesmo ele sendo meio
E o quer ir causa morte
Pois o ficar o impede
De buscar aquele seio
Pelo acaso não ser meio
Melhor seria não ser eu duas metades
Quem dera eu fosse dois eus em igualdades
Buscar-te-ia um de mim comum menino
sem ser rasgado, sem afrontas ao divino
O outro ficaria seguro na fantasia
Menino real dum verso alexandrino
sábado, 7 de maio de 2011
Madre-Diosa
Luz que clareia meu caminho,
Fonte inesgotável de amor
Tu és meu Sol, minha fonte de calor
Mulher de virtudes mil
raridade ambulante neste mundo vil
Sem medo entrego a ti meu destino
pois sorte minha ser teu menino
Vivo por ti, pois não há nada nesta vida
que me alegre ou alivie
Glória a ti, honrada seja vossa luta
que meus dentes mintam minh'alegria fajuta
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F E L I Z D I A D A S M Ã E S!
terça-feira, 22 de março de 2011
Desisto!
Acho que desisto
da luta desmedida,
de tanta despedida
Juro por Cristo!
sem mais amanhã.
depois de hoje, desisto.
desisto do amor
destes de romance
que se adoece com ardor
desisto da musica
que sempre me traiu
ilusão de platéias mil
desisto da arte
arte artificial, artifício vulgar
que se encontra em toda parte
desisto da lua
prato de prata
escuro, frio, terra crua
desisto da beleza
rendo-me à tristeza
tão viva, minha natureza
desisto da tua
doce, pálida, frágil
feminina estatua nua
desisto de tudo
desisto do mundo
ao qual eu fico mudo
Juro que desisto
A partir de hoje
Vivo, não existo.
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